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CNPJ: 10.369.048/0001-25

O quê nos torna humanos ?

 

 

 

Pouco difundida nos meios de comunicação tradicionais, uma prática milenar que parece ter saído dos filmes de terror mais perturbadores nos faz questionar sobre qual seria o limite da humanidade...

A Mutilação Genital Feminina - (MGF) consiste na remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos femininos.   

 

 

Tipos de Mutilação Genital Feminina - (MGF)

 

 

Tipo 1 (Clitoridectomia): É a remoção parcial ou total do clitóris

 

 

Tipo 2 (Excisão): É a remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem a remoção dos grandes lábios

 

 

Tipo 3 (Infibulação): É a amputação do clitóris e dos pequenos lábios, os grandes lábios são seccionados, aproximados e suturados , sendo deixada apenas uma minúscula abertura necessária á passagem da urina e da menstruação. Esse orifício é mantido aberto por um filete de madeira ou palha. As pernas devem ficar amarradas durante 2 ou 6 semanas. Assim, a vulva desaparece, ficando perfeitamente lisa. Por ocasião do casamento a mulher será “aberta” pelo marido (usando por vezes uma faca) ou por uma “matrona”, mulher mais experiente no assunto. Mais tarde, quando se tem o primeiro filho, essa abertura é aumentada para permitir o parto, sempre difícil porque o tecido cicatricial não distende. Algumas vezes, após cada nascimento, a mulher é novamente infibulada

 

 

Tipo 4 : Inclui todos os outros procedimentos prejudiciais para a genitália feminina para fins não médicos como picar, perfurar, incisar, raspar e cauterizar a área genital

 

 

Segundo as Nações Unidas, em torno de 200 milhões de pessoas já foram submetidas a esse procedimento em todo o mundo. Estimando-se que a cada ano, 4 milhões de meninas venham a sofrer com a MGF.

 

A MGF tem diversas “explicações”, de acordo com as culturas locais, sendo vista em alguns casos como um meio de controlar a sexualidade feminina que supostamente seria insaciável sem tal procedimento... Em outros casos é uma maneira de garantir a virgindade antes do casamento... Outra “justificativa” seria um possível aumento do prazer sexual masculino... Na Nigéria a alegação é que o bebê morrerá se tocar com a cabeça no clitóris durante o momento do parto...  Em algumas culturas o procedimento seria o rito de passagem para a idade adulta... No Sudão, defende-se que o clitóris cresceria e ficaria do tamanho do pescoço de um ganso, se não for amputado... Há ainda quem acredite que aumentaria a fertilidade da mulher... No Mali à alegação é que o clitóris matará o homem se entrar em contato com o pênis durante a relação sexual... Ainda existem razões ligadas á estética e até a higiene... Sendo ainda pré-requisito para o casamento em muitas culturas...

 

Na Indonésia, em dois estudos realizados em 2003 e 2010 encontraram mais de 80% dos casos amostrados envolvendo corte, geralmente desde recém-nascidos até à idade de 9 anos.

A passividade e omissão em boa parte destas comunidades mostra números impressionantes, em 2006, mais de 50% das mulheres do Mali, da Guiné, de Serra Leoa, da Somália, de Gâmbia e do Egito apoiaram a continuidade da MGF.

 

Predominante em países da África, Oriente Médio e Ásia, em menor escala a MGF é encontrada também na Oceania e até nas América e Europa.

No Djibuti a prevalência estimada é entre 90% e 98%. A idade média das crianças submetidas ao ritual é entre os dois e os dez anos.

Já na Eritréia a prevalência é de 95%, o ritual varia consoante a idade em que se pratica e a comunidade em que vive. Enquanto certas comunidades praticam o ritual por volta dos sete anos da criança, em outras comunidades cristãs, a cerimônia é praticada quarenta dias após o nascimento da criança, e ainda em certas comunidades muçulmanas, praticam MGF em crianças de 1 semana.

Na Somália a Prevalência é de 99%.

Nos países desenvolvidos como EUA, Inglaterra, Suécia, Holanda, Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Itália, um número significativo de casos já aconteceram e estão em iminência de acontecer, através dos imigrantes que mantém a prática da MGF nos países que são acolhidos, mesmo com estes países combatendo a prática, por vezes é difícil identificar devido ao ato acontecendo com as crianças ainda muito pequenas, em idade pré-escolar.

Em 2006, Khalid Adem, um imigrante etíope, foi o primeiro condenado por realizar a mutilação em território dos EUA. À época, procuradores da Justiça o acusaram de cortar o clitóris de sua filha de dois anos com uma tesoura. Ele foi sentenciado a dez anos de prisão. 

 

Com maior incidência em países islâmicos, á MGF já foi identificada também em grupos cristãos (protestantes, católicos e coptas), judeus, animistas e ateístas.

 

 

 

https://youtu.be/D00cxv_JGLo?list=PLdImB0HGf90GjQUofelVACDcwYGI-IbpN

 

 

 

Referências:

 

https://nacoesunidas.org/onu-68-milhoes-de-mulheres-e-meninas-poderao-sofrer-mutilacao-genital-ate-2030/

https://solimgenero.wordpress.com/2013/03/21/em-que-paises-se-pratica-mgf/

https://www.instituto-camoes.pt/images/cooperacao/folha_de_dados.pdf

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-36809717

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-04-25/mutilacao-genital-ao-emigrarem-africanos-exportam-pratica-a-eua-e-europa.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mutila%C3%A7%C3%A3o_genital_feminina

https://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:FGC_Types.jpg

https://noticias.r7.com/internacional/mutilacao-genital-feminina-o-que-e-e-por-que-ocorre-a-pratica-que-afeta-ao-menos-200-milhoes-de-mulheres-06022019